terça-feira, abril 22, 2008

@ Ger...

Relacionado com uma conversa que tivemos na passagem de ano:

(...)Moreover, in the perfect competition model, no single firm has the power to determine the wage; it simply accepts the wage that the market as a whole has determined, and that is what it offers to its workers. In this model, workers are extremely wage-sensitive, so much so that if any single firm cuts wages by even one cent, all the workers at that firm will immediately quit and find employment elsewhere.
In the monopsony model, however, the theory is that the employer has what is known as "market power," and therefore is not a "wage-taker" (i.e., doesn't have to offer the market wage). In this model, it is assumed that it's the employer, not the market, which sets the wage. Therefore, in the monopsony case, the employer will offer below-market wages. And moreover, it's assumed that the source of the firm's market power are forces that bind an employee to an employer, so that if wages were cut, at least some of the employees would stay.
What are the forces -- or frictions -- that prevent workers from automatically quitting if wages were cut? Frictions include the search costs of getting a new job, incomplete information about what other jobs might be available, mobility costs (the costs of traveling to a new job), personal preferences (such as strongly preferring a certain type of work, or one's co-workers, or a benefit offered by the job), and the firm-specific training and skills that a worker may have.
If you ask me, the monopsony model is clearly a better fit for the way the world works than perfect competition is. The assumptions of the perfect competition model -- complete information, zero mobility costs, employees being so wage-sensitive that they'd all quit even if their employer cut their wages by only one cent -- seem unreasonable (and I say that knowing that, yes, for simplicity's sake, all models have features that seem unrealistic. Even so . . . ) On the other hand, the assumptions of the monopsony model -- that employers set wages, and that there are important frictions in the labor market -- seem highly plausible, at least in the case of most employment situations.
It's a far more persuasive model, I think, and here's the reason: it models power, in this case, the power that employers have over employees. The Achilles heel of neoclassical economics is that the concept of power is almost never incorporated into its theories and models. And that is just a huge intellectual shortcoming. In the standard labor market model, for example, the employer/employee relationship is seen as symmetric, with neither being more powerful than the other. Each has the equivalent power to terminate the relationship if a better offer comes along. Which is just so wrong, on so many levels.(...)


Retirado daqui via o indespensável vento sueste

Já agora, uma breve explicação da crise dos mercados financeiros por um matemático

10 Bitaites:

Ger mandou o bitaite...

O que acaba por ser descrito é a lei da procura e oferta.

Por exemplo, quando há muitos licenciados à procura de emprego e poucos empregos disponíveis para eles (como acontece agora por cá) então a oferta de emprego em termos de qualidade, salário e precaridade é baixa.

Por outro lado existem casos, como é o caso por exemplo da Dinamarca, onde a mão-de-obra é tão escassa que eles ditam muitas vezes as condições de trabalho. Na área da Engenharia está a acontecer o mesmo na Alemanha.

Na relação empregado/empregador são válidas as mesmas regras de procura e oferta como em outras áreas.


Quanto às previsões de evolução dos mercados financeiros existe muita ingenuidade e muitas vezes não são tido em consideração muitas leis básicas da economia, como aconteceu com muitas teses comunistas (estou a falar do falhanço da economia planeada).

Anónimo mandou o bitaite...

Acho q percebeste mal o artigo...

Ele compara dois modelos de relações laborais: um é o da competição perfeita (mais ou menos o que tu desenvolves como oferta procura), outro é o modelo "monopsody" (monopsodico?) que se destingue do primeiro por ser assimetrico,ou seja, entende que o empregador(em muitas situações) tem mais força negocial que o empregado: dessa maneira consiguirá establecer condições que lhe serão mais favoraveis do que aquelas que viriam a ser establecidas por um modelo oferta/procura puro.
No entender da autora este diferencial de força negocial deve-se, entre outras factores a:" the search costs of getting a new job, incomplete information about what other jobs might be available, mobility costs (the costs of traveling to a new job), personal preferences (such as strongly preferring a certain type of work, or one's co-workers, or a benefit offered by the job), and the firm-specific training and skills that a worker may have."

Pelo menos foi isso que eu entendi, mas os meus conhecimentos neste campo são bastante limitados...

Peres Metelo e Vittorio de sica mandou o bitaite...

"Pelo menos foi isso que eu entendi, mas os meus conhecimentos neste campo são bastante limitados"

Tambem nos parece!!!

RTP Memória mandou o bitaite...

que delicía estes TV2 desporto de 93, pela madrugada fora, Victor Correia com toda a sua pedagogia(e com cada gravata.....)"...já aqui dissemos várias vezes que quando o guarda redes derruba o avançado na área é penalti, senhores arbitros é preciso cumprir..." e com Mário Zambujal a moderar....quando o futebol era bonito e ainda havia o peão nos estádios....

mAmAdA_mAn mandou o bitaite...

www.motoratasdemarte.blogspot.com


boa cena ;(

Ger mandou o bitaite...

Penso que tendencialmente a minha análise tem algum fundamento.

É claro que existe uma assimetria entre o empregador e o empregado. Um exemplo simples é mais complicado para um empregado procurar outro emprego:
- É constrangedor ser contactado por um possível futuro empregador enquanto se está no trabalho.
- Para ir a uma entrevista a um possível novo empregador tem que se faltar em muitos casos ao trabalho, enquanto que se o empregador pretender substituir um empregado consegue o muito fácilmente enquanto o empregado não se apercebe disso.
- etc.

Tóchã mandou o bitaite...

@ ger

"Um exemplo simples é mais complicado para um empregado procurar outro emprego"

Aqui,e para a realidade portuguesa, temos de ver também outra perspectiva.É tb dificil para os empregadores.

Penso que as verdadeiras empresas dignas desse nome, as modernizadas e prosperas, aquelas que devem ser protegidas teem muita dificuldade em encontrar mao de obra qualificada nas especialidades mais "tecnicas". Carpinteiros, soldadores, electricistas e mesmo até intelectuais da industria etc etc, ou seja, aqueles com formação que conheçam bem as suas potencialidades e saibam por onde podem evoluir e contribuir para o desenvolvimento da empresa.

de uma coisa estou certo.

Pode em portugal a procura nao ser grande espingarda, agora a oferta não o será também concerteza.(bem sei que oferta sem procura nao vale de nada mas existem muitos nichos de oferta a explorar)

Anónimo mandou o bitaite...

Foda-se!!! Leiam o artigo porra!!!

Tóchã mandou o bitaite...

"Foda-se!!! Leiam o artigo porra!!!"

Caro dread

Eu já li o artigo com atenção, como alias, faço a todos os posts até por obrigação!!!

Poderia dizer também que nao concordo com a tua analise de que um dos modelos se aproxima do "procura-oferta" simples como disseste mas bem mais das tangas que para aqui espetei em cima.
(ou entao nao conheço bem o modelo oferta-procura)

Fi-lo portanto até indirectamente escrevendo aquilo para o ger.

há lago mais? ou estou fora?

Anónimo mandou o bitaite...

Eu não analiso nada(nem tenho skills para isso), nem peço para analisar; disse apenas para ler porque achei o texto interessante...

Por isso não faz sentido dizer que se concorda ou discorda comigo(eventualmente com a autora); de qualquer forma se não te pareceu que o 1º paragrafo do extracto que reproduzi se referia à oferta/procura, deixo aqui as linhas que imediatamente o precedem no texto original(ver link):

Here's what they do mean: in the standard labor market model, known as the perfect competition model, the market as a whole -- that is, the supply (OFERTA ) of labor (all workers seeking a job) and the demand (PROCURA) for labor (all jobs being offered by all firms) -- determines the wage (SALÁRIO). The market-clearing wage occurs at that point where labor supply equals labor demand.


Basicamente é isso, a autora enuncia o processo standart para entender o establecimento dos salários (oferta/procura), para depois o comparar desfavoravelmente com um sistema assimétrico -que, atenção, evidentemente assume a dinamica oferta/procura como motor principal, simplesmente fá-lo num quadro menos puro-:
o corpo fundamental do texto (e do extracto que eu reproduzi).