segunda-feira, janeiro 16, 2012

os livros, os amigos, as mulheres e messi

Hay tres o cuatro cosas importantes en la vida: los libros, los amigos y las mujeres... y Messi. Lo he visto hace poco, en la tele, en el Mundialito. ¡Ah, si pudiera escribir como Messi juega al fútbol! ¡El balón parece enamorado de él!

antónio lobo antunes, em entrevista ao el pais.

quinta-feira, julho 07, 2011

chega de más notícias II...

Marta Leite Castro estreia-se na escrita

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Borgesso


Pessoal: uma refelexão que tenho presente há muito tempo mas sempre sem a certeza de estar certo - discuti este assunto com a Célia uma vez mas aí meti os pés pelas mãos.

Li há pouco uma frase do Borges (uma epigrafe num livro de estatística) que me fez lembrar o belíssimo conto biblioteca de Babel (já agora, a excelente colecção de literatura fantástica com esse Titulo , habitual nas prateleiras de novidades das livrarias, não pilha de forma oportunista a ideia do Borges: foi o próprio a escolher os trabalhos incluídos colecção) .

Recordo que no conto tínhamos uma biblioteca onde todos os livros têm o mesmo número de páginas, cada página o mesmo número de linhas e cada linha o mesmo número de caracteres (acho que era assim, não tenho o livro por perto e não o leio há muitos anos)); depois a biblioteca incluía todas as combinações possíveis com estes elementos. As consequências são extraordinárias: nessa biblioteca encontrar-se-iam, por exemplo, todos os posts já publicados neste blog e todos os que se irão escrever, a explicação detalhada de métodos eficazes de vencer a morte e o tempo incluindo verificação experimental, a crónica social de um casamento entre o Parreira e o Juan Pablo, quem era o Boff ( algum livro insinuará mesmo que era o Cardeal Cerejeira), enfim muitas coisas engraçadas que não tenho tempo para escrever. Evidentemente, a questão que se me colocou é: Quantos livros terá a biblioteca?
Pensei assim – acho, não reflecti no momento presente com muito pormenor:

Admitindo que o livro não tem imagens, gráficos, rodapés e é escrito integralmente no nosso alfabeto, e que o número de caracteres por linha é n, o número de linhas por página é m e o número de páginas por livro é k, então:

Temos 27 caracteres à escolha (26 letras + o espaço) desta maneira o número de linhas diferentes que eu posso escrever é 27^n. Depois, para construir uma página, posso dispor, com repetição, cada uma dessas 27^n possibilidades nas m linhas à disposição. Daqui vem que o número de páginas diferentes vai ser (27^n)^m. Por um princípio similar, o número de livros deverá ser portanto ((27^n)^m)^k).

Estou a fazer alguma coisa mal?
-- Ainda que seja o caso, lembrem-se, que existirá na biblioteca um livro onde textos atribuídos aos maiores especialistas de combinatória me dão razão, e recomendam mesmo a criação de um Harém gigantesco de supermodelos Italianas homenageando-me por isso, bem como a execução sumária de todas as vozes dissonantes.
Punchline bimba: Será que Borges, ao localizar em Babel a biblioteca, queria assumir a matemática como a lingua universal e germinadora
Nota: Na história da torre de Babel, Deus semeia os idiomas entre a humanidade , de forma a evitar que os homens em conjunto eregissem uma terra com destino ao Ceu(falando cada um o seu idioma a comunicação era impossivel e portanto a realização da monumental obra inviável).

domingo, janeiro 06, 2008

O pai do filho-putismo...

Não estou com muita pachorra para escrever, achei, no entanto, que por aqui devia ficar qualquer coisa que associasse este blog às homenagens postumas a Luiz Pacheco. Felizmente tropecei com este exerto que, efectivamente, me poupou algum trabalho de sintese:


"O Luiz Pacheco é provavelmente o maior filho da puta, a pessoa mais corrosiva, mais intratável que há, mas eu gosto dele. Não sei porque mas gosto dele. O Luiz tem a capacidade de dizer o que pensa, de dizer mesmo tudo o que pensa, mesmo o que não poderia dizer(...)" Publicado por amnésia




Pronto, é mais ou menos isso...

Agora vou jantar talvez acrescente mais qualquer coisa depois. O documentario que a tv2 vai retransmitir daqui a pouco é bastante giro...

domingo, novembro 11, 2007

Morra o Dantas

As aulas de português eram em termos gerais uma seca. Eramos obrigados a ler tretas como "O amor de perdição" ou "Uma familia inglesa" (os "Maias" por outro lado eu até gostei) e era tudo muito certinho. Foi então que demos um texto de José Almada Negreiros (1893-1970) que foi diferente de tudo antes dado: O manifesto Anti-Dantas.

É um texto de uma agressividade extra-ordinária. Se as aulas de português tivessem sido sempre assim...

domingo, maio 20, 2007

a questão

O senhor Henri disse: se a laranja viesse de uma árvore chamada macieira, à laranja teria de se chamar maçã ou era à macieira que se teria de chamar laranjeira?

in "O Senhor Henri", de Gonçalo M. Tavares