a propósito do dia mundial do livro (hoje), um pequeno poema retirado do último livro que comprei (anteontem)
as cartas do namorado
que lhe escrevia muito pouco
foi violada pelo carteiro
Adília Lopes
blog de actualidades e variedades. depósito de dúvidas e devaneios. ensaios filosóficos e parvoíces ridículas. crítica social e fronteiras da ciência. clonagem, eutanásia e manuel monteiro. matemática, bar de matemática e sr luís do bar. coimbra, kastello e ouriça....
a propósito do dia mundial do livro (hoje), um pequeno poema retirado do último livro que comprei (anteontem)
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Para já Benicassim
(espero que a onda não seja num festival de Verão, a abrir para os Muse)
já agora
Jotex, toma cuidado
Uoouuu anda tanta gente talentosa por aí; fazem-nos sentir imensamente gratos por nada de exepcional nos ter calhado em sorte, desta forma o deslumbramento é permanente, o assombro uma rotina; a nossa vulgaridade a maior das dádivas.
Deixo três exemplos fascinantes, bastante aparentados formalmente: primários nas suas motivações mas verdadeiramente surpreendentes nos resultados.
Miraculoso!
Acho que posso estancar a vossa perplexidade em relação ao meu entusismo com uma breve contextualização: as imgens vêm de Godart, o filme a bande apart, trabalho fundamental na definição daquilo que hoje se chama a nouvelle vague. A isto o autor da montagem decidiu juntar a música do segundo album dos...nouvelle vague precisamente chamado... a bande apart. A versão de... Dance with me destes gauleses mostra uma bizarra forma de empatia (sobretudo nos primeiros segundos) com os negativos do celebrado director.... Mágico
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Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou seta de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.
Amo-te como a planta que não floriu e tem
dentro de si, escondida, a luz das flores,
e, graças ao teu amor, vive obscuro em meu corpo
o denso aroma que subiu da terra.
Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
amo-te directamente sem problemas nem orgulho:
amo-te assim porque não sei amar de outra maneira,
a não ser deste modo em que nem eu sou nem tu és,
tão perto que a tua mão no meu peito é minha,
tão perto que os teus olhos se fecham com meu sono.
Pablo Neruda
in Cem Sonetos de Amor
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