terça-feira, dezembro 06, 2005

Leiam e pensem no que andam cá a fazer...

Quarenta e quatro por cento acima das metas de Quioto

Quercus: Portugal vai bater recorde de gases poluentes este ano
06.12.2005 - 08h06 Lusa



Portugal deverá fechar o ano de 2005 com um recorde nas emissões de gases poluentes, ultrapassando mesmo a subida de 43,8 por cento registada em 2002, estima uma projecção divulgada hoje pela Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza.

Os cálculos da associação ambientalista baseiam-se na análise da evolução da libertação de dióxido de carbono em dois sectores de actividade, que representam 55 por cento das emissões totais no país - a produção de electricidade pelas centrais térmicas e a venda de combustíveis no sector automóvel.

Ao comparar o volume de emissões de gases poluentes deste ano com 2002 - ano em que Portugal registou o crescimento mais elevado (43,8 por cento acima do ano de referência de 1990 estipulado no Protocolo de Quioto) -, a Quercus verificou que nos primeiros 11 meses de 2005 registou-se um aumento de 11 por cento nas emissões de carbono provenientes da produção de electricidade.

Nas emissões pelo uso de gasolina e gasóleo no sector dos transportes verificou-se uma descida de 2,3 por cento entre Janeiro e Setembro.

Devido à maior ponderação do peso das emissões na produção eléctrica face ao sector dos transportes, a Quercus prevê que, no final do ano, a libertação de dióxido de carbono registe um novo recorde de crescimento, devendo situar-se "algumas unidades acima de 44 por cento".

O dirigente da Quercus Francisco Ferreira, presente na cimeira do clima, que decorre em Montreal, no Canadá, realçou que "o ano de 2005 irá marcar definitivamente Portugal em termos de alterações climáticas, como um ano de seca, de incêndios, e também o ano recorde de emissões de gases de estufa".

Para a Quercus, o aumento das emissões poluentes em Portugal este ano é causado, sobretudo, pela severa seca registada ao longo do ano, que obrigou a um maior recurso às centrais térmicas ("alimentadas" a carvão e a fuel) para a produção de electricidade.

Mas, "apesar da situação de seca que agravou muito as emissões das centrais térmicas, Portugal tem problemas estruturais que tem de resolver, como seja o aumento excessivo do consumo de electricidade e enorme dependência do automóvel", indicou.

"Portugal, como já apontado pela Agência Europeia do Ambiente na passada semana, não está no caminho para cumprir Quioto e é preciso não perder mais tempo para tomar medidas", acrescentou o responsável da Quercus.

Esta associação ambientalista responsabiliza ainda os sucessivos Governos pela falta de politicas que desincentivem do uso de automóveis e de medidas de racionalização do uso da energia, assim como políticas promotoras da expansão das energias renováveis em Portugal.

Segundo Francisco Ferreira, devido à seca no país, entre Janeiro e Novembro deste ano a produção de electricidade através das centrais hídricas caiu 56 por cento face a igual período de 2004, "pelo que as emissões de dióxido de carbono equivalente aumentaram 28 por cento em relação ao ano passado".

Portugal comprometeu-se no Protocolo de Quioto a reduzir em oito por cento as emissões de gases com efeito de estufa até 2012 face a 1990. Contudo, nos termos de uma Directiva Europeia, a União Europeia permitiu a Portugal um aumento de 27 por cento das emissões, compensando com reduções de outros Estados membros.

No dia 1 deste mês, a Comissão Europeia apresentou, durante a Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, um relatório onde estima que Portugal vai registar um aumento das emissões de 42,2 por cento até 2012.

2 Bitaites:

Paulo Alemão mandou o bitaite...

Isto é obra. Portugal consegue ser um dos países com pior crise económica e simultaneamente com maior aumento de gases poluentes.

É preciso fazer o que se faz em outros países: Aumentar o imposto sobre o combustível e diminuir os impostos directos...

Anónimo mandou o bitaite...

Chega de disparates ....sabes qual preço da gasolina em espanha?
A avançada economia que segundo um estudo alemão vai liderar a europa em 2020,tendo actualmente um exedente orçamental